A Iniciativa Popular e a superação dos limites das conferências

Os desafios postos à democratização da elaboração e gestão de políticas públicas no Brasil são alguns dos temas recorrentes na 1ª Conferência Nacional sobre Transparência e Controle Social (Consocial). São questões que se expressam no debate sobre a criação de mecanismos de transparência e controle social em âmbito municipal, estadual e nacional, mas também nas propostas que refletem a permanência da centralização da elaboração e execução de políticas públicas nas esferas administrativas. “É uma conferência é mais complexa porque fala justamente de instrumentos que não são técnicos, mas políticos. Não se pode esquecer do não respeito das deliberações das conferências setoriais. E diante disso, nossa resposta política é a defesa da Iniciativa Popular para a Reforma Política”, explica Gigi, integrante das Loucas de Pedra Lilás (conheça aqui a plataforma pela reforma política).
Quase dois anos após ser proposta por 1,3 milhão de brasileiros, a Ficha Limpa finalmente estará valendo.
"É uma vitória da cidadania, da ética e do povo brasileiro, que foi às ruas e disse para todo o Brasil que quer mudança na política".
No processo de formação da Constituição de 1988, dentre os três poderes da União o Judiciário foi o único que foi completamente isolado do processo de construção do Estado Democrático de Direito que deveria ser feito em todas as esferas dos Poderes.
Como já é do conhecimento público, em 1999 escrevi uma matéria no meu Jornal Pessoal denunciando a grilagem de terras praticada pelo empresário Cecílio do Rego Almeida, dono da Construtora C. R. Almeida, uma das maiores empreiteiras do país, com sede em Curitiba, no Paraná.
Embora esteja aposentado há 27 anos, não há nada de senil em sua atitude ou aparência. Os olhos astutos de policial ainda dispensam os óculos para perscrutar o rosto do interlocutor, endurecendo quando o delegado acha que é hora de encerrar o assunto.
A Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB), ao provocar o Supremo Tribunal Federal (STF) para declarar a inconstitucionalidade formal de Resolução 135/2011 e da atividade correcional autônoma (originária) exercida pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), órgão de controle instalado em 14 de junho de 2005 e nascido de uma reforma do Judiciário que durou dez anos, deu excepcional contribuição para melhor conhecimento, por parte dos brasileiros, da Justiça e dos magistrados, desde o detestável corporativismo até a lerdeza na solução de litígios.