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Líder comunitária Jane Beatriz morre após entrada de policiais em sua casa

A líder comunitária Jane Beatriz Silva Nunes, de 60 anos, morreu na terça-feira (8) após ter escorregado e caído junto a uma escada, depois policiais entrarem na casa dela atrás de uma denúncia que não era confirmada. Integrantes de movimentos sociais e políticos protestaram em Porto Alegre, esta semana.

A morte de Jane aconteceu um dia após o Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos divulgar um dossiê sobre a violência contra os defensores. O material abrange os anos de 2018 ao primeiro semestre de 2020 e trata da falta de proteção adequada do Estado. O coordenador da Organização Terra de Direitos e do Comitê Brasileiro de Defensoras e Defensores de Direitos Humanos, Darci Frigo, falou com a Rádio Plataforma sobre a questão e sobre como a violência política impede transformações no sistema político.

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Mulheres são alvos de ataques de ódio e violência política

Durante as eleições municipais deste ano ficaram ainda mais evidentes os ataques de ódio a candidatas, principalmente mulheres negras e trans. Independentemente do partido, mulheres tem sido alvo de violência política que incluem até ameaça de morte.

Candidatas à prefeitura chegaram a receber mais de 40 xingamentos por dia no Twitter, conforme mapeado pelo projeto Monitora, da Revista AzMina e do InternetLab. Foram identificados conteúdos gordofóbicos, racistas e outros de assédio moral.

As tentativas de intimidação revelam que o aumento das candidaturas femininas não representa maior aceitação e respeito por parte da sociedade. Ana Freire, mulher, negra e candidata a vereadora em Recife, sentiu na pele a violência.

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Aumenta o número de candidaturas negras eleitas no primeiro turno, mas a sub-representação ainda é grande

A cada 10 prefeitos eleitos no primeiro turno destas eleições, apenas três são negros, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Há quatro anos, nas eleições de 2016, 29,2% dos prefeitos eleitos no primeiro turno eram negros. Agora, com índice de 32%, houve um pequeno aumento.

As eleições deste ano tiveram maior número de candidatos negros desde que o TSE passou a coletar informações de raça, em 2014. Mas ainda houve sub-representação no resultado das urnas, que não reflete o fato de 56% dos brasileiros serem negros. E quando se fala de mulheres negras eleitas, os resultados são ainda menores.

A coordenadora do Odara Instituto da Mulher Negra, Naiara Leite, ressalta, porém, que o avanço está no aumento das candidaturas e o que desafio permanece sendo romper a atual agenda política do país.

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Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político repudia tentativa do governo de controlar atuação de ONGs na Amazônia

A informação de que o governo Bolsonaro quer criar uma norma para controlar as organizações não governamentais que atuam na Amazônia colocou ativistas e entidades em alerta.

Segundo o jornal o Estado de São Paulo, a iniciativa está entre as metas do Conselho da Amazônia com o objetivo de controlar 100 por cento das ONGs que atuam na região. A Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político reagiu imediatamente. Em nota, classificou a pretensão de integrantes do governo como “gravíssima e repugnante” por afrontar a democracia no país.

Mauri Cruz, membro da Diretoria Executiva da Associação Brasileira de ONG’s (Abong), entidade que participa da Plataforma, destacou a inconstitucionalidade de qualquer medida de controle das entidades.

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Campanha #QueroMeVerNoPoder busca sensibilizar eleitores sobre a sub-representação de minorias entre os candidatos a prefeito e vereador

As minorias têm menos chances de serem eleitas pelo racismo, pelo sexismo, pela discriminação religiosa e pela discrepância na distribuição de recursos para campanhas. 

Por isso, com o objetivo de conscientizar a sociedade brasileira sobre a sub-representação de mulheres, negros, indígenas, quilombolas, povos tradicionais de matriz africana, jovens e LGBTIQ+ foi lançada a campanha #QueroMeVerNoPoder.

A iniciativa da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político quer que a política institucional seja mais representativa dos diferentes grupos sociais, como explica a Assessora Política do Inesc – Instituto de Estudos Socioeconômicos, Carmela Zigoni.

Entenda:

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