Sarney considera positiva criação da Frente

Ao deixar a reunião, o senador Rodrigo Rollemberg (PSB-DF) explicou que o objetivo da Frente Mista para a Reforma Política é trabalhar “paralelamente” para ampliar os instrumentos de participação popular na realização da reforma, incentivando, por exemplo, a elaboração de projetos de iniciativa popular como o que deu origem à Lei da Ficha Limpa.

– A frente não existe para se contrapor às comissões da Câmara e do Senado. A frente existe para debater com profundidade os sistema político e eleitoral do país e apresentar contribuições a essas comissões e aos plenários da Câmara e do Senado – explicou Rollemberg.

Na opinião do parlamentar, a grande dificuldade enfrentada para se fazer uma reforma política profunda no Brasil é o fato de os deputados e senadores com mandato terem sido eleitos justamente por meio do atual modelo político.

– Por consenso, ou por maioria, queremos que os interesses da população estejam representados no sentido de democratizar e aprofundar o processo político no nosso país – assinalou.

De acordo com a deputada Luiza Erundina (PSB-SP), a Frente cumprirá o papel de mobilização da sociedade civil para dar maior legitimidade à reforma política. Para a parlamentar, é preciso mudar o sistema político como um todo.

– Estamos esperando há tanto tempo essa reforma, que não faz sentido precipitá-la em termos de prazo. Queremos uma reforma que resolva as distorções, os problemas graves, do nosso sistema político – argumentou.

Os parlamentares lembraram também que uma Frente Parlamentar pela Reforma Política foi instituída em março de 2007, por ocasião dos trabalhos de comissão especial criada no ano anterior na Câmara dos Deputados para elaborar proposta sobre o tema. Agora, com a “reinstalação” e a participação do Senado e de entidades da sociedade civil, Erundina prevê que a frente tenha mais força para defender os interesses da população.

 

Fonte: Rodrigo Baptista / Agência Senado
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