Protagonismo e revisão histórica: mulheres negras no centro do poder

Os tempos avançam sombrios sobre o Brasil. Na avaliação da jornalista e doutora em Ciências da Comunicação Rosane Borges, o casamento do liberalismo econômico com o conservadorismo reacionário tem no atual governo seu filho legítimo. Suas raízes, no entanto, estão cravadas na história da escravidão e do patriarcado. É o que nos indica a pesquisadora no artigo “Democracia, reforma política e a dimensão racial e de gênero:
qual o caminho possível?”.

Diante desse cenário, as discussões em torno da Reforma Política tendem a ganhar impulso renovado. No entanto, pondera a professora e pesquisadora do Colabor (ECA-USP), nossa bandeira atual não é mais pelo aperfeiçoamento da democracia (que, aliás, nunca chegou para os habitantes das franjas deste país), mas sim pela recuperação dos marcos democráticos, uma vez que o estado de exceção tornou-se a forma de governo desde o golpe de 2016. Para Rosane, o momento atual evidencia a ausência de um acerto de contas com a história. “A repetição, o recalcado, ocorre quando faíscas do passado soterrado podem ser identificadas nas malhas do presente. Como a espada de Dâmocles, trejeitos da ditadura militar retornam, ainda segundo essa visão, colocando em cena a ameaça do auto golpe. Mulheres e homens negros dão consistência a esse argumento enfatizando que a espada que se levanta contra o nosso pescoço tem uma extensão que alcança a escravidão e o patriarcado”.

Num quadro como esse, de pós-globalização, de desdemocracia, de liberalismo liberal, de populismo autoritário, de avanço dos nacionalismos xenófobos, o que fazer, o que dizer, o que pensar? Como reagir a essa índole protofascista? Como pensar em novas configurações da política num momento em que é o próprio pacto civilizatório que está em jogo? Como reposicionar o debate, tão febril em nossos dias, sobre os destinos da democracia? De que maneira instaurar a República?

Neste artigo, a professora Rosane não indica portos seguros, mas aponta rotas fundamentais: precisaremos voltar algumas casas no jogo e reconhecer as mulheres negras como protagonistas na criação de um novo pacto civilizatório.

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