Anistia Internacional alerta sobre as violações de direitos humanos no Brasil

 

Em abril de 2016, o assassinato do menino Maicon, de dois anos de idade, na favela do Acari, no Rio de janeiro, completou 20 anos. Nessas duas décadas, o pai do menino, seu José Luís da Silva, luta por Justiça.

 

No ano passado, o crime prescreveu, sem punição aos responsáveis. Esse é um dos casos de execuções extrajudiciais apresentados no capítulo referente ao Brasil do relatório anual O Estado dos Direitos Humanos no Mundo 2016-2017, divulgado pela Anistia Internacional.

 

Um dos pontos destacados no documento é a crise política e econômica nacional, como aponta a diretora da Anistia no Brasil, Jurema Werneck.

 

O relatório chama a atenção para as violações ocorridas no Brasil, como os assassinatos de 47 defensores de direitos humanos no campo e lideranças rurais em decorrência de conflitos por terra, repressões a manifestações sociais e o elevado número de homicídios no Brasil, com 60 mil por ano.

Para a organização social, o Estado brasileiro segue falhando no papel de garantir o direito à vida ao não apresentar um plano para a redução de prevenção de assassinatos e ao ser responsável por homicídios durante ações policiais.

 

A assessora de Direitos Humanos da Anistia no Brasil, Renata Nader, cita algumas demandas da organização ao Estado brasileiro.

 

O relatório da Anistia Internacional apresenta ainda um panorama dos direitos humanos de outros 158 países, como a morte da ativista de direitos humanos Berta Cáceres, em Honduras; as execuções extrajudiciais nas Filipinas após a política de guerra às drogas; e o discurso de ódio durante a campanha eleitoral presidencial nos Estados Unidos.

 

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