Organizações femininas ampliam movimento por reforma política

Organizações femininas que integram o Comitê Plebiscito Popular por Constituinte pela reforma política ampliam a participação de mulheres na vida política, ao tempo em que propagam a luta da sociedade civil organizada pela reforma eleitoral. As entidades defendem incentivos às mulheres dentro dos partidos e fortalecimento de candidaturas a cargos eletivos. Menos de 10% do total de deputados federais e senadores são mulheres. A reportagem sobre o tema foi ao ar na edição de ontem (30) doSeu Jornal, daTVT.

De acordo com a Lei nº 9.504/97, 30% das candidaturas dos partidos brasileiros devem ser femininas, que representam 52% do eleitorado. Para Sônia Auxiliadora, da Secretaria de Mulheres da CUT, os nomes aparecem para cumprir a meta, mas os partidos não constroem condições reais para que mulheres vençam as eleições. “A grande importância para nós é conseguirmos ter um Brasil que seja realmente um regime democrático, que todos possam estar representados.”

Flávia Bigai, da Marcha Mundial das Mulheres, afirma que não há incentivo à  participação das mulheres no espaço da política e de decisão.”Até por conta da própria estrutura, do próprio Congresso, a maioria é homem heterossexual, o próprio poder econômico que está ali”, considera.

O Comitê Plebiscito Constituintepela reforma políticaconta com 400 escritórios espalhados pelos estados brasileiros. Foi criado em setembro passado por partidos políticos e movimentos sociais como resposta às manifestações de junho. A organização agrega 214 entidades, entre movimentos sociais, sindicatos, partidos políticos e coletivos.

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