Câmara enterra reforma política – de novo

O presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), também se disse “frustrado” com o impasse que derrubou a proposta: “Eu achei que valia apenas forçar a votação, por maioria, de algo que começasse a reforma política. Mas verifico que o plenário não quis”, afirmou.

O relatório de Fontana desagradava, em um ponto ou outro, todos os partidos da Câmara. No fim, as diferenças sobressaíram. O PMDB é contra o financiamento público de campanha; o PSDB defendia o voto distrital; o PPS era contra a unificação das eleições; e até o PT, partido do relator, discordava do texto porque queria o voto em lista fechada para deputado e vereador. “Qual é o sentido político de uma reforma meia-sola dessa? Não é reforma”, disse o líder do PT, José Guimarães (CE), durante a discussão.

Agora, os deputados já não têm esperança de que a Câmara resolva o assunto a tempo de as mudanças valerem para as eleições de 2014. Ou seja: nas próximas eleições permanecerão as regras atuais.

Proposta – O relatório de Henrique Fontana já era bem mais simples do que a proposta original. Para tentar construir uma proposta que se aproximasse do consenso, o petista abriu mão de alguns temas que propôs inicialmente, como o voto em lista fechada. Cinco pontos centrais foram reunidos por Fontana: financiamento público de campanha, fim das coligações em eleição proporcional, realização de eleições em um mesmo ano, voto em lista “flexível” e facilitação das normas que tratam da apresentação de projetos de inciativa popular.

Fonte: Agência Brasil

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