Líderes fecham acordo e reforma política pode ir à votação na semana que vem

Mas nada garante que o tema seja levado ao plenário na semana que vem. Fontes ouvidas pela RBA no Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (Diap), por exemplo, acreditam que as chances de que a matéria seja votada em dezembro são “remotíssimas”, e que a reforma política está sendo utilizada para retardar a decisão da Câmara sobre o fim do fator previdenciário – cuja apreciação ficará para o ano que vem. “O Congresso ainda não amadureceu posições sobre a reforma política. Já o fator previdenciário está pronto para ser votado. Todos têm clareza do prejuízo que acarreta ao trabalhador, mas o governo o vê como uma fonte de economia de recursos.”

O deputado Henrique Fontana discorda. “A câmara debate esse assunto há muitos anos, os parlamentares são experientes, conhecem a matéria”, garante. Ele afirma que os meios de comunicação têm dado pouco espaço para a discussão da reforma política. “Existe um conjunto de interesses que evidentemente trancou o debate público até agora – e espero que isso se reverta nesta semana e que a gente consiga votar a reforma.” O relator acredita que, entre os quatro pontos, o financiamento público de campanha é o mais urgente, pois, assegura, vai reduzir o poderio econômico das candidaturas.

Fonte: Rede Brasil Atual

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