Mais de 80% dos brasileiros apoiam fora Temer, segundo jornal

Mais de 80% dos brasileiros não desejam que o presidente em exercício, Michel Temer, ocupe definitivamente o cargo e estenda seu mandato provisório até 2018, disse hoje o diário digital Brasil 247.

Ao rebater os resultados de uma pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha e cujos resultados foram distorcidos ao serem conhecidos, a publicação esclareceu que segundo a referida sondagem apenas 19% dos entrevistados se manifestaram a favor da continuidade do interino.

Na informação difundida pelo periódico Folha de São Paulo, tampouco se revela que 62% dos entrevistados apoiam a convocatória para novas eleições presidenciais antecipadas, acrescentou Brasil 247.

Recordou ainda que, curiosamente, antes do processo de impeachment da presidenta constitucional Dilma Rousseff, a Folha chegou a defender em um editorial a renúncia conjunta da mandatária e de Temer, propondo como saída novas eleições.

O que talvez contribuiu para que o jornal mudasse de postura foi o fato de que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva tenha subido em todas as simulações de voto realizadas, passando a liderar sozinho as intenções em qualquer cenário para um primeiro turno de votação, ressaltou.

Em um comentário difundido pela própria publicação digital, o responsável do Blog da Cidadania, Eduardo Guimarães, considerou por sua parte que a “ousadia do Datafolha ou do Grupo Folha – ou de ambos – provavelmente se deveu à percepção de que a aprovação do impeachment pelo Senado corre risco”.

Do contrário, opinou, o instituto de pesquisa não cometeria uma fraude tão grosseira como divulgar a informação de que apenas três por cento quer novas eleições, entre outras falsidades.

Ao se referir para a não publicação de algumas questões contidas na amostragem, o editor executivo da Folha, Sérgio Dávila, alegou que é prerrogativa da redação escolher o que jornalisticamente resulta mais relevante no momento quando se decide publicar os resultados da pesquisa.

Em relação à dupla renúncia de Dilma e Temer não nos pareceu especialmente noticioso por repetir a tendência de uma avaliação anterior e pelas mudanças no atual cenário político, em que essa possibilidade já não é levada em conta, assinalou Dávila citado pelo próprio periódico digital.

A notícia é da Prensa Latina.

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