POR QUE A REFORMA POLÍTICA DEMOCRÁTICA É UMA LUTA DOS ESTUDANTES?

Secundaristas discutem os desafios para construir uma política que represente a juventude

Com a palavra de ordem “Mudar o sistema político brasileiro”, a UBES compõe até o próximo dia 7 de setembro a Semana Nacional de Luta pela Reforma Política Democrática. Os estudantes integram o movimento que trabalha na formulação de um documento, que sugere uma série de mudanças na legislação. A ideia é democratizar a lógica política e eleitoral, eliminando a influência do poder econômico sobre as candidaturas e fortalecendo os mecanismos da democracia direta.

O movimento secundarista integra a Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas e o Plebiscito Popular por uma Constituinte Exclusiva e Soberana do Sistema Político para alcançar 1,5 milhão de assinaturas para criação de um projeto de iniciativa popular, que poderá ser votado no Congresso Nacional e virar lei.

O QUE É PRECISO PARA MUDAR AS REGRAS DO JOGO?
Na Semana Nacional de Luta pela Reforma Política Democrática, a presidenta da UBES, Bárbara Melo destaca que os estudantes assumiram fazer parte dessa luta ocupando suas posições na construção de um novo sistema que os represente.

“A política precisa ser um espelho e não um quadro distante, ela tem o papel de refletir o interesse de todos, em especial o da juventude que é protagonista e já mudou muita coisa no nosso país”, disse. Ela afirma que a reforma política será a próxima.

Entre os principais pontos que fazem da Reforma uma espécie de “revolução” para mudar a política brasileira está o fim do financiamento privado de campanhas por empresas, a inclusão de mulheres na política e a ampliação da democracia através da participação popular.

FIM DO FINANCIAMENTO PRIVADO DE CAMPANHA
Criticando as campanhas políticas que atualmente são abertas a receber doações do setor privado, o tesoureiro da UBES, Péricles Francisco, reforça um dos pilares centrais do movimento, que propõe dar fim à corrupção e aos privilégios eleitorais através do fim do financiamento privado das campanhas.

“Queremos acabar com isso, empresas não votam, no entanto, são as principais financiadoras dos candidatos. O problema desse sistema nós vemos refletido em nosso cotidiano, nas diversas capitais onde não há passe livre, onde essas mesmas empresas de transportes injetam dinheiro em candidatos e direcionam a atuação de muitos desses parlamentares em medidas impopulares vetando políticas públicas essenciais para população”, destaca.

O que Péricles afirma é a necessidade de estabelecer eleições limpas, sem o peso do poder econômico. “O trabalhador não tem a mesma influencia que o empresário, por isso precisamos fazer com que o debate político seja baseado na disputa de ideias onde todos têm os mesmos recursos e onde não haja a compra de voto”, finaliza.

POR MAIS REPRESENTAÇÃO
As manifestações de junho de 2013 clamaram por uma política mais acessível e transparente, este é o cerne das discussões. Através da criação de conselhos, fóruns e outros mecanismos de participação direta das pessoas no processo político, é o que comenta o diretor de Políticas Educacionais da UBES, Walison Patryk.

“Conseguimos conquistar muitas coisas através da cobrança dos movimentos sociais e do movimento estudantil por meio dos conselhos participativos, mas ainda precisamos avançar muito mais. Aumentar os mecanismos de diálogo entre a população e o governo é essencial para avançarmos. Fazer uma reforma política significa dar condições aos jovens negros, indígenas, mulheres, trabalhadores e a comunidade LGBT a elegerem seus representantes”, expõe Walison.

O secundarista vê na mobilização da Semana Nacional a possibilidade de avançar em políticas públicas. “A reforma política significa mudar uma história que vem sendo contada há muito tempo por banqueiros, empresários e ruralistas. Queremos a diferença, queremos pensar um projeto político para sociedade”, conclui.

E AÍ, VAI ASSINAR?
Você também defende a mudança do sistema político brasileiro começando pela Reforma Política? Então pode participar da mobilização que acontece por todo Brasil através de consultas à população em suas escolas, universidades, bairros, estados e cidades sobre sua opinião democrática na reforma do sistema político.

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