Olívio: Democratizar a mídia é condição para a reforma política

Sentado tranquilamente na primeira fila do auditório da Procuradoria Geral do Estado – RS, o candidato ao senado pelo Rio Grande do Sul Olívio Dutra afirmou que a democratização da mídia deve ser uma das condições para haver uma reforma política no País.

“Não podemos aceitar com tranquilidade que os grandes monopólios persistam determinando qual a informação e de que forma será repassada a população, sem nenhum critério pré-estabelecido ou regras claras que limitem suas atividades”, disse o parlamentar, da coligação Unidade Popular pelo Rio Grande (PT – PTB – PcdoB – PPL – PR – PTC – PROS).

Em mesa de debate conduzida pelo Procurador Geral do RS, Carlos Henrique Kaipper, o presidente da Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ), Celso Schroder, defendeu a criação do Conselho Nacional de Comunicação e o Marco Regulatório da Imprensa. Para Schroder, a comunicação é essencialmente um bem público e como tal deve ser tratada. “Quando se falar em comunicação deve se falar em nomes de todos e não apenas em nome de alguns”, acrescentou.

Sobre as redes sociais, o dirigente afirmou que “não garantem a democracia porque não produzem jornalismo”. Para Schroder, enquanto os jornalistas, que são agentes credenciados, estão com o diploma sub judice, acontece na rede uma crise de sensacionalismo e manipulação se sobrepondo aos fatos.

O desembargador Túlio Martins, que esteve no evento, questionou as concessões públicas para rádios e tvs, principalmente em relação à venda dos veículos. “Em princípio não poderiam ser vendidas mas funcionam como balcão de negócios”, declarou.

Outro desembargador, Juremir Machado, afirmou ser necessário um choque de critérios, para que a equanimidade realmente possa acontecer. “Passamos da objetividade para um estado de subjetivismo total”, complementou. Machado Citou como exemplo o julgamento da Ação Penal 470, chamado de mensalão, sempre associado pela imprensa exclusivamente ao PT e com preservação de outros partidos.

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