Lema do 6º Congresso do MST: “Lutar! Construir Reforma Agrária Popular!”

 

O evento ocorrerá em Brasília de 10 a 14 de fevereiro de 2014 reunindo 15 mil delegados e mil crianças Sem Terrinha, vindos das diversas áreas de assentamentos e acampamentos do Brasil, representando as mais de 350 mil famílias assentadas e 90 mil famílias acampadas.

O Congresso faz parte de um longo processo de debates realizados nos últimos dois anos com toda base, setores, coletivos e instâncias do MST que resultou na construção do Programa Agrário do MST, sintetizado na cartilha que encaminhamos anexo. A ideia principal expressa é de que precisamos de uma Reforma Agrária que atenda a toda a sociedade, baseada na produção de alimentos sadios, sem agrotóxicos, calcada em uma matriz agroecológica de produção que respeite a natureza.

Os principais temas de discussão nos cinco dias de congresso são:

Balanço crítico dos 30 anos do MST;

A Reforma Agrária Popular;

Os desafios da classe trabalhadora brasileira;

Conjuntura internacional: imperialismo e nossas atuações;

Desafios do MST: o papel político dos assentamentos;

Táticas de luta pela reforma agrária no próximo período.

 

O lema é a síntese das tarefas, desafios e do papel do Movimento no período histórico que se abre depois do congresso. Desde o começo do ano passado, o MST está em período congressual, realizando o trabalho de base nos acampamentos e assentamentos para definir o programa agrário.

O lema do último congresso do Movimento, realizado em 2007, foi “Reforma Agrária: por Justiça Social e Soberania Popular”.

“O papel do MST é fazer a luta pela terra dos acampados e pela consolidação dos territórios já conquistados dos assentados, viabilizando a produção de alimentos saudáveis e educação para todas as famílias do campo”, afirma Gilmar Mauro, da Coordenação Nacional do MST.

O Movimento tem construído em debates com a militância, as famílias acampadas e assentados, pesquisadores da agricultura e apoiadores o programa de Reforma Agrária Popular, que contém propostas para o meio rural que correspondem ao novo período histórico de hegemonia do capital financeiro e ofensiva do agronegócio.

Esse programa é considerado uma atualização da chamada Reforma Agrária Clássica, que foi realizada em outros países no contexto do desenvolvimento do capitalismo com base na indústria, que entrou em crise na década de 70 e com a implementação do neoliberalismo.

Coordenação da Associação dos Amigos da Escola Nacional Florestan Fernandes (AAENFF)

Direção Nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST)

Deixe uma resposta

Fechar Menu