PT discutirá redução de juros e reforma política

Brasília. Durante o IV Congresso Nacional do PT, que se inicia hoje, em Brasília, deverá ser abordada a defesa à reforma política, ao financiamento exclusivamente público de campanha e a uma política permanente de redução de juros no País. Também será debatida uma campanha nacional de filiação. Em resolução a ser aprovada no congresso, o partido deverá, ainda, manifestar apoio à “faxina” da presidente Dilma Rousseff.

 Na resolução política sobre conjuntura que será aprovada durante o congresso – a qual trará uma análise da crise financeira internacional e seus efeitos no Brasil – o partido deverá defender uma política permanente de redução de juros.

A ação é a forma encontrada pelo PT para apoiar a decisão tomada, na última quarta-feira, pelo Comitê de Política Monetária (Copom), que baixou de 12,5% para 12% a taxa Selic.

O corte de meio ponto percentual surpreendeu o mercado. Por trás, houve pressão da presidente Dilma Rousseff. De acordo com interlocutores da presidente, ela foi alertada de que a decisão do Copom não seria unânime, mas deixou claro sua posição favorável a uma redução imediata dos juros.

A decisão do Copom ocorreu um dia após a presidente afirmar querer o início dos cortes dos juros básicos da economia. Na última terça-feira, Dilma disse que o passo seguinte após o corte de R$ 10 bilhões anunciado pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, seria pensar na redução dos juros no País.

Defendido pelo PT em discussões ligadas à reforma política, o financiamento público das campanhas tem enfrentado resistência no Congresso, sendo alvo de polêmica nesta semana.

Ressuscitar

Na última quarta-feira, o líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), numa ação acertada com o presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, Eunício Oliveira (PMDB-CE), tentou ressuscitar o projeto de lei que estabelece o financiamento público.

Embora, na última semana, a matéria tenha sido mandada para o arquivo, em decisão terminativa, Eunício Oliveira comprometeu-se em analisar, até a próxima semana, o recurso apresentado pelo líder peemedebista.

Ainda no congresso nacional do PT, deverá ser analisada uma possível reforma no estatuto do partido. A intenção, disse ontem o presidente do PT, Rui Falcão, é dobrar o número de filiados, passando dos atuais 1,5 milhão para 3 milhões. “Temos que tentar aprovar a proposta para uma campanha nacional de filiação”, disse Falcão.

As regras de filiação do partido, acrescentou, devem ser adequadas ao momento político atual. “Temos que ver a forma de organizar o partido, compatibilizar com o Brasil de hoje”. Para Falcão, a avaliação do Governo tem sido positiva, o que desperta a simpatia de possíveis novos filiados.

O PT deve aprovar ainda, neste fim de semana, uma moção em apoio ao ex-chefe da Casa Civil, José Dirceu. A moção corresponde a um ato de repúdio à matéria da revista Veja, segundo a qual haveria influência de Dirceu no partido e no Governo.

Segundo Falcão, é preciso levar em conta a regulamentação de artigos da Constituição “que dispõem sobre propriedade cruzada de meios de comunicação”. O presidente do PT ressaltou ainda a necessidade de criação do marco regulatório.

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