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Atividades autogestionadas trabalham temáticas da reforma política


 

Atividades autogestionadas trabalham temáticas da reforma política

Por Gabrielle Garcia, do MCCE

A Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político, com o objetivo de fortalecer a temática da reforma política trazendo a participação de atores sociais para participar, debater e fazer incidência, lançou uma chamada pública com financiamento da União Europeia para apoiar atividades autogestionadas.

O objetivo foi contribuir com organizações da sociedade civil na realização de ações que abordassem os seguintes temas relacionados ao sistema político: laicidade do Estado; economia e democracia; racismo e poder; poder comunal; mulheres nos espaços de poder; sistema político e os direitos LGBTI; poder político e juventudes; esfera pública digital; justiça popular; justiça formal e partidarização do sistema de Justiça; reforma do sistema político; direitos dos povos originários e tradicionais; desobediência civil e poder local.

Foram selecionadas 60 atividades em todas regiões brasileiras que tinham como finalidade sensibilizar, dialogar e articular com outros sujeitos políticos ou não. Aconteceram encontros, seminários, jornada de formações, oficinas, rodas de debates, saraus e intervenções artísticas. Os cincos temas mais abordados nessas iniciativas foram Mulheres nos espaços de Poder; Poder Político e Juventudes; Racismo e Poder; Poder Local e Reforma Política.

As atividades autogestionadas aconteceram em 33 cidades de 14 estados: Distrito Federal, Tocantins, Bahia, Minas Gerais, Rondônia, Pernambuco, Amazonas, Mato Grosso, São Paulo, Pará, Goiás, Ceará, Paraná e Rio de Janeiro, e com público superior a 4 mil participantes com pluralidade de raça e gênero.

A região que teve a maior participação dos coletivos foi a Nordeste, com 36 projetos: só no estado da Bahia foram 22 iniciativas, seguido de Pernambuco, com 11. O Sudeste ficou em segundo, com um total de 20 atividades: o estado de São Paulo teve 11, e Minas Gerais, sete ações.

Após a execução das atividades, todas as organizações apresentaram um breve relatório com informação dos resultados alcançados, listas de presença e relatório financeiro das despesas realizadas. A intenção é que, após a conclusão de todas as atividades, haja uma sistematização dos debates que contribuirão na versão 3 da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político, que pretende atualizar as propostas da sociedade civil sobre o assunto.

O diretor do Movimento de Combate à Corrupção (MCCE) Luciano Santos, uma das entidades que gerenciam o projeto, explica que além de promoverem a difusão do debate sobre a reforma do sistema político, “as atividades autogestionadas fazem parte do fortalecimento da rede prevista no projeto da Plataforma e irão subsidiar a atualização da versão dos objetivos e conteúdo”.