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Mulheres pedem retratação de TV pública por ataques machistas à Manuela D'Ávila


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O comportamento dos entrevistadores da pré-candidata à presidência pelo PCdoB, Manuela D'Ávila, no programa Roda Viva, foi recheado de bordões conservadores e anti-comunistas. Exibido no último dia 25, ao vivo, o programa foi marcado por manifestações machistas.

A candidata era atacada a todo momento e foi interrompida mais de 60 vezes. Por essa razão, um grupo de mulheres criou um abaixo-assinado pedindo retratação da emissora, clique aqui.

"Repudiamos a postura desrespeitosa e machista com que a pré-candidata Manuela D’Ávila foi tratada no programa Roda Viva na TV Cultura. Exigimos que a emissora cumpra seu papel de veículo público de comunicação dando espaço para que a pré-candidata exponha de fato suas propostas, marcando uma nova data para um debate real e qualificado, já que ficou impossível no programa", afirma o manifesto.

Foram, precisamente, 62 interrupções em 75 minutos de programa. Para efeito de comparação, outro pré-candidato que esteve no programa, Ciro Gomes (PDT), foi interrompido oito vezes no mesmo período. Manuela considerou o ambiente do Roda Viva como "violentamente hostil", e afirmou que "não é fácil ser mulher no Brasil". O que aconteceu com a pré-candidata é definido como "manterrupting", termo em inglês, que denuncia o comportamento patriarcal de interromper a fala das mulheres.

O grupo reitera que a razão para tal protesto e denúncia de atitude machista foi justamente o "número de interrupções feitas pelos entrevistadores convidados pelo canal e pelo mediador. A emissora deve também se retratar, pois a reprodução do machismo e do desrespeito a mulher foi propagada em rede nacional pública em uma sociedade com altíssimos índices de violência contra a mulher", completa o texto da petição.