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Paridade na boca do povo !


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Dia 9 de julho foi divulgada, na Secretaria Especial de Políticas para Mulheres, a pesquisa do IBOPE "Mais Mulheres na Política", pesquisa nacional contratada pelo Instituto Patricia Galvão (SP).

 

O resultado surpreende positivamente. A população entrevistada, em sua expressiva maioria, posiciona-se pela legitimidade da paridade entre homens e mulheres na ocupação de cadeiras no parlamento: “8 em cada 10 entrevistados/as consideram que, sendo as mulheres, hoje, mais da metade da população, deveria ser obrigatória a participação de metade de mulheres e metade de homens nas Câmaras de Vereadores, Assembleias Legislativas Estaduais e no Congresso Nacional”.

Foram entrevistadas 2.002 pessoas, de todas as regiões do país, em capitais e municípios com mais de 100 mil habitantes sendo mais da metade da chamada Classe C. A pesquisa foi feita entre os dias 11 e 15 de abril, portanto antes da Presidenta Dilma recolocar o tema da Reforma Política para o Congresso.

Ou seja, a questão da paridade colocada pelo feminismo já está compreendida pela população na sua dimensão de justiça. Sendo que entre as pessoas do Nordeste é ainda maior: o apoio à paridade é de 83% das pessoas entrevistadas. Entre as mulheres, o percentual sobre para 85%, e entre os homens, 72% defendem a paridade obrigatória.

É indiscutível: a população está à frente de seus representantes no Congresso. Estes, majoritariamente têm se recusado a democratizar o poder, hoje concentrado nas mãos de homens que se perpetuam no parlamento ao longo de anos, garantindo as regras excludentes que os reelegem, sem limite de mandatos. A população percebe também a má vontade dos partidos em promover democracia, tanto que defende a paridade obrigatória em lei!

O demógrafo José Eustáquio Diniz estima que sem alguma ação afirmativa e considerando a progressão de crescimento da participação feminina nos últimos anos, será preciso 150 anos para atingir a paridade. Até lá, o Brasil vai seguir na rabeira da representação feminina na América Latina.

Diante do reacionarismo do Congresso e para fazer valer a vontade das ruas, é preciso mobilizar e pressionar pela paridade na Reforma Política.

Mais uma razão para assinar a campanha de Iniciativa Popular da Plataforma dos Movimentos Sociais que propõe mudança na forma de votar, de modo a tornar obrigatória a eleição de 50% de mulheres e 50% de homens!

Tome partido! Junte-se à maioria da população. Assine pela paridade na política. Acesse:http://www.reformapolitica.org.br